Por Rubem Pontes;
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| Parte final da performance "Círculo Mágico", "A Queima" - 04 de junho de 2016 - Ilha do Sol (Foto: Rubem Pontes) |
Efêmera - O instante de contemplação na natureza nunca é perdido, a particularidade de sempre estar e sempre ser, deixa o espetáculo da admiração sempre relacionado ao tempo. O olhar pode estar adiantado ou mesmo passado. O “tarde” e o “porvir” estão sempre estruturando a estética do observador. Respeitando o tempo de cada material, cabe ao artista que trabalha com o essencialmente orgânico vislumbrar um apogeu no estado da matéria e na organização estrutural da forma do trabalho, para oferecer momentos de contemplação e critica ao expectador.
Tendo a terra como suporte, atuo com inteira liberdade, interpretando um papel de relação intensa com a natureza, buscando nela, exclusivamente nela, elementos e materiais para uma criação autoral. Na organização criativa, tenho uma troca com elementos naturais variados – composições organizadas que expressam o imenso valor dos elementos naturais como material de labor artístico. Uma trajetória de sensibilização ambiental, pretendendo organizar cenários dialogantes e circundantes perante os cenários ambientais. Recolher e trazer elementos naturais para o fazer artísticos, remete incertezas e conflitos, devido a um processo de deterioração natural das coisas que não acompanha o desejo convencionalizado da observação da Arte.
A natureza por si só já se revela criadora de diversas composições que, através de um processo de reprodutibilidade técnica, são registrados e apresentados dentro da cena artística contemporânea como "Arte Orgânica" ou, sendo mais leviano com a complexidade que se apresenta ao tema, geram uma composição visual utilizando elementos do cardápio humano.
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| "Círculo Mágico" - Ilha do Sol (Foto: Autor Desconhecido) |
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| Parte final da performance "Círculo Mágico", "A Queima" (Foto: Autor Desconhecido) |
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| Parte final da performance "Círculo Mágico", "A Queima" (Foto: Autor Desconhecido) |
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O “Círculo Mágico” – Nesse hiato criado entre o processo de seleção dos materiais no meio ambiente, no labor do artista, na observação do espectador e no tempo orgânico do material selecionado, que pensei o trabalho “Círculo Mágico”. Realizado no dia 04 de junho de 2016 na ilha do Sol (Baia de Guanabara – São Gonçalo), foi um processo de pesquisa pessoal que se deu em dois momentos: “construção” e “destruição”! A "construção" se deu com elementos naturais, recolhidos na hora e local escolhido como suporte para a obra. Paus, pedras, folhas secas, palha e terra. Não houve um pré-projeto técnico ou teórico, houve uma sensibilização no artista pelo envolvimento histórico do local e a exuberante oferta de possibilidades dadas pelo meio. Tudo disponibilizado pela natureza, resultados descartados de espetáculos passados onde o homem não estava presente ou não se deu presente.
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| 1ª parte da realização da performance "Círculo Mágico", "A Demarcação" (Foto: Rubem Pontes) |
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| 2ª parte da realização da performance "Círculo Mágico", "A Complementação" (Foto: Rubem Pontes) |
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| 2ª parte da realização da performance "Círculo Mágico", "A Complementação" (Foto: Rubem Pontes) |
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Na "destruição" temos o fogo como elemento transformador da obra não só na construção de uma nova estética para obra ou "ator" principal de um dos atos do processo. O fogo transforma a obra em adubo orgânico (carbono) para a natureza.
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| Parte final da performance "Círculo Mágico", "A Queima" (Foto: Rubem Pontes) |
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O fogo como elemento natural, como todos os outros elementos, atua sem o controle do artista que passa a ser apenas o aglutinador estético desses elementos em uma forma conceitual e performática!
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| Parte final da performance "Círculo Mágico", "A Queima" (Foto: Rubem Pontes) |
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| Parte final da performance "Círculo Mágico", "A Queima" (Foto: Rubem Pontes) |
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| Parte final da performance "Círculo Mágico", "A Queima" (Foto: Rubem Pontes) |
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“O texto e conteúdo dessa matéria foram retirados do meu antigo blog que, por problemas técnicos, ficou inviável a atualização. Por um critério de relevância e importância, selecionei algumas matérias e artigos, umas minhas outras não, para uma revisão e republicação.”
(Primeira publicação: junho de 2016. Revisão e republicação: dezembro de 2019)
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